Movimento Apaeano Nacional
A Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais começou a se instituir em solo brasileiro no ano de 1954, a partir da iniciativa de Beatrice Bemis. Vinda dos Estados Unidos, Beatrice percebeu a carência de associações de pais e amigos no Brasil, movimento bastante difundido em seu país.
Da chegada de Beatrice até o ano de 1962, dezesseis entidades haviam sido efetivadas no Brasil No mesmo ano, 12 representantes do movimento se reuniram em São Paulo para melhor articular suas idéias sobre o trabalho realizado até então. Fruto deste encontro, em 10 de novembro de 1962, nasce a Federação Nacional das Apaes.
Ao firmar sua sede em Brasília, a Federação adotou como símbolo a figura de uma flor ladeada por duas mãos em perfil, desniveladas, uma em posição de amparo e a outra de proteção. Com o passar dos anos o movimento apaeano se consolidou cada vez mais no território nacional.
Um exemplo é o resultado obtido com a pesquisa encomendada pela Federação Nacional das Apaes. Realizada pelo Instituto Qualibest no ano de 2006, comprovou que a Apae é conhecida por 87% dos entrevistados e tida como confiável por 93% deles.
Movimento Apaeano no Espírito Santo
Da criação do movimento apaeano nacional (1954) até o início da década de 90, o número de APAEs no país cresceu significativamente. Durante o Congresso Nacional, realizado na cidade de São Paulo, a Federação Nacional autorizou que fossem criadas federações estaduais das Apaes.
Em 10 de outubro de 1992 foi fundada a Federação das Apaes do Estado do Espírito Santo (FEAPAES). Na ocasião o Espírito Santo possuía 16 Apaes. A Sra. Maria Luíza Dadalto, então vice-presidente da 8ª Regional Leste da Federação Nacional (que congregava as APAEs capixabas) foi eleita a presidente da nova entidade.
As primeiras atividades foram desenvolvidas nas dependências da APAE de Vitória, instituição fundada em 27 de maio de 1965 e a primeira Apae do Estado. No ano de 1997 a Federação das Apaes do Espírito Santo passou a realizar suas atividades em uma sede própria.
A Feapaes é uma sociedade civil, filantrópica, de caráter educacional, cultural, assistencial, de saúde, de estudo e pesquisa, desportivo e outros, sem fins lucrativos, com duração indeterminada, congregando, como filiadas, as Apaes e outras entidades análogas
Nossa missão é promover e articular ações de defesa de direitos, prevenção, orientação, prestação de serviços e apoio às famílias, direcionadas a melhoria de qualidade de vida da pessoa portadora de deficiência e à construção de uma sociedade justa e solidária.
Atualmente, as Apaes do Espírito Santo somam 40 instituições, instaladas em igual número de Municípios, atendendo cerca de 7.000 usuários e empregando, direta e indiretamente, cerca de 2.500 pessoas. O objetivo principal da Feapaes é “promover a melhoria da qualidade de vida das pessoas portadoras de deficiência, buscando assegurar-lhes o pleno exercício da cidadania”.
Para isto, a Feapaes promove capacitação dos profissionais do movimento apaeano capixaba, visando a melhoria dos serviços oferecidos às pessoas com deficiência mental; atua na defesa dos direitos das pessoas com deficiência mental e também das crianças e adolescentes; promove encontros e reuniões com o Poder Público na tentativa de conseguir para as Apaes e instituições congêneres mecanismos que possibilitem um melhor atendimento aos usuários; mantém acento em vários Conselhos de Defesa das Pessoas com Deficiência, da Criança e do Adolescente, e em Conselhos de Assistência Social, entre tantas outras ações.
Para garantir a continuidade de seus trabalhos, a Feapaes conta com o apoio do poder público, sobretudo da Secretária de Estado de Educação que garante a cedência de professores para atuar nas escolas especiais das Apaes, do MEC, e de tantos outros parceiros que acreditam no trabalho do movimento apaeano capixaba.
As Apaes hoje lutam pela profissionalização de seus alunos. Oferecem serviços que, por sua excelência, são reconhecidos e servem de modelos até mesmo para programas do governo. A luta pela inclusão é uma bandeira que os profissionais, alunos e familiares das Apaes capixabas possuem orgulho em hastear. Os frutos vêm sendo colhidos. São vários os alunos incluídos no mercado de trabalho, muitos deles tidos como modelos de profissionalismo e responsabilidade.